| Relatos sobre a viagem à Alemanha - 03/03/2010
No dia 28 de janeiro, 21 jovens do Instituto de Educação Ivoti e do colégio Frederico Michaelsen de Nova Petrópolis, uma mãe e quatro professores embarcaram rumo a uma aventura em grupo à Europa. A viagem foi programada com o intuito de garantir aos jovens conhecimentos diferenciados sobre os países europeus França, Áustria e Alemanha e aprimorar a língua alemã. A maratona de viagens iniciou por um dos destinos mais cobiçados pelos alunos: Paris, na França. Na cidade luz, eles puderam conferir diversos pontos turísticos, como a Torre Eiffel, Museu do Louvre, Notredame, entre outros. Os alunos também puderam conferir as belezas do Castelo de Versailles. Após, a viagem seguiu para a Alemanha, na cidade de Köln (Colônia), Osnabrück e Hamburg, onde os alunos passearam e praticaram esportes como o Skilaufen. O ponto culminante da viagem foi a ida às casas de família, em Göttingen. Alguns alunos de Göttingen, que acolheram os alunos novapetropolitanos e ivotienses, vieram para o Brasil no ano passado. No período que eles permaneceram na casa das famílias, os alunos conheceram Berlim e outras cidades. Após uma semana, foi a hora da despedida da família hospedeira e partir para outros rumos: München (Munique), Dachau, Garmish Partenkirschen, Füssen, Salzburg e Viena. O grupo retornou às suas casas no dia 20 de fevereiro.
Experiências
Para os alunos, a viagem foi totalmente inesquecível, e eles trouxeram de volta diversas experiências e lições inéditas. “Uma das coisas mais inesquecíveis foi ver a neve tão frequentemente”, disse a aluna Andressa Haas. Os costumes, as comidas, a convivência com pessoas de culturas distintas, tudo para eles foi novidade. “Tivemos que aprender a apreciar a culinária totalmente diferente dos países. Lá é tudo muito apimentado”, disse Germano Deppe.
Já os locais que mais chamaram a atenção da maioria dos alunos pela beleza e pontos turísticos foi Paris, Berlim, Garmish Partenkirschen e o castelo Neuschwanstein, de Füssen. Outro local que se tornou inesquecível à memória dos alunos foi a visita ao campo de concentração de Dachau. "A sensação de entrar num lugar, no qual a tristeza e o sofrimento deixaram sua marca na história é arrepiante, chocante e deixa um vazio no coração", disse Raquel Langer, de Ivoti.
Eles também tiveram a experiência de observar como a cultura do Carnaval é distinta na Alemanha. “Passamos o carnaval em Munique, havia muitas tendinhas com enfeites. As pessoas se fantasiavam e faziam festa na rua mesmo. Até encontramos um grupo de brasileiros que estavam tocando samba! Foi maravilhoso ver que a nossa cultura é comemorada totalmente diferente lá”, ressaltou a aluna Daniela Klauck.
Famílias
Para os alunos, a convivência com as famílias de Göttingen foi uma verdadeira lição. “Aprendi a me virar e ver que eu não preciso ter vergonha para falar outra língua”, observou Fernando Blauth. Quanto às questões de governo e ecologia, os alunos também fizeram diversas observações. “Lá eles são muito ecológicos. Cada um precisa levar sua sacola ao mercado, pois as sacolas plásticas são cobradas”, disse Lucas Kuhn. Já Gabriel Spier observou que a Alemanha investe muito em educação, e que o Brasil tem muito a aprender com a Europa.
Com todo esse misto de valores, os jovens aprenderam lições de independência, respeito, convivência e também de auto-conhecimento. “Dei valor a coisas que antes eu não dava, mas, principalmente, aprendi a me conhecer”, falou Lydia Lawrenz.
Aprendizado
Uma das professoras acompanhantes do grupo, Célia Weber, de Nova Petrópolis, mostrou-se totalmente satisfeita com o aprendizado dos alunos após a viagem. “Deve-se citar, em primeiro lugar, a conduta destes jovens em busca de novas experiências a cada dia. Foi uma maratona, mas não houve ninguém que quisesse ficar para trás. Apesar de cumprir horário rigoroso, temperatura baixa , refeições em horários diferentes dos habituados, programa cultural demorado .... Aprender? Muito... O mais importante de tudo é ver que o aprendizado foi aplicado: aprender a andar de trem, ser pontual, interessar-se pela história e cultura de uma nação, ser solidário, comprometer-se com o grupo, conviver e tolerar apesar das grandes diferenças, surpreender e deixar ser surpreendido. Tudo isto fez deste grupo viver com muita intensidade cada momento desta viagem o que, com certeza, não se apagará tão cedo de sua memória”, conclui a professora.
Fonte: Jornal Diário  |